sexta-feira, 9 de julho de 2010

Musicoterapia de mim


PRIMEIRO ANDAR (los Hermanos)

“Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá.”

Como é difícil
Cortar o cordão
Pisar no chão
E se entregar


“por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e não culpo a cidade, o pai”

Sem rumo, sem proteção
O destino, o que será?
Eu preciso começar
Meu primeiro andar


“Eu vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá”

O acaso me intriga
O escuro me assusta


“não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você”

Sempre tive a proteção dos meus pais
Amigos, namorado, família
Como me despir desta carcaça
E me mostrar ao mundo?


“e quando eu vou voltar, quem vai saber
se alguém numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar”

Vou me permitir descobrir, experimentar
Coragem! Avante!
Quero ver o horizonte...


“eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou”

Amadurecer de fora pra dentro
Me ver nos outros, encontrar comigo mesma
Saber quem eu sou
Tornar minha companhia agradável para mim
Não serei mais a mesma


“Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim”

Não quero me perder, quero me construir e fortalecer
Crescer e confiar
Escolhi ter a solidão ao meu lado.

sábado, 3 de julho de 2010

Como atuar no mercado da Psicologia?


Exercer a profissão de psicólogo não é tarefa fácil, não apenas pela exigência de preparo no atuar, mas também na escolha de como e onde atuar. Atualmente, existem várias áreas da psicologia que abrem um leque de oportunidades de atuação do profissional, como por exemplo, a psicologia hospitalar, esportiva, clínica, comunitária, organizacional, jurídica, dentre outras. Além disso, existem as linhas teóricas que exigem, ao menos, um breve conhecimento da maioria para que se posse escolher aquela em que o profissional mais se identifica: Abordagem Centrada na Pessoa (Carl Rogers), Gestalt, Psicodrama (Jacob Levy Moreno), Psicanálise (Freud, Lacan, Jung), Psicologia Cognitivo-Comportamental, Análise Transacional (Erick Berne), Psicologia Transpessoal, etc.

Entretanto, o que se pode avaliar é que muitos dos novos profissionais debatem-se com as portas fechadas. Percebe-se que além da escolha pela linha teórica do profissional e sua área de atuação, o recém-formado deve definir qual será sua forma de agir no mercado. Deve-se pensar em como atuar. Autônomo, empregado, empresário, servidor público, enfim, o psicólogo deve avaliar não apenas suas próprias expectativas, como também a forma de exercer sua profissão, mas também observar o comportamento do mercado, analisando os prós e os contras de cada opção.

Objetiva-se apontar no próximo tópico os caminhos de escolha profissional de psicólogos.

1. ATUAÇÃO INDIVIDUAL

Destaca-se, neste tópico, a atuação do profissional como insubordinado, englobando, portanto, a condição de empresário. Ressalta-se que o psicólogo não pode atuar como empreendedor individual por estar incluído no rol do exercício de atividades intelectuais.

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. (CÓDICO CIVIL, 2002)

Para se constituir uma empresa é necessário decidir se o psicólogo arcará com o negócio sozinho ou compartilhado. Se a opção for de Empresário Individual, o patrimônio do psicólogo confundir-se-á com o da empresa. Não existe distinção jurídica entre o proprietário e o negócio. Tal conceito reflete na impossibilidade de abertura de filiais, de repasse ou transferência da empresa para um substituto e até mesmo em compartilhar possíveis prejuízos e dívidas do negócio. Já se o profissional optar em atuar em sociedade, poderá abrir uma empresa limitada, sendo esta a forma mais comum para as pequenas empresas no Brasil. (SEBRAE, 2009).

De uma maneira geral, a incidência tributária para os pequenos empresários é menor do que a dos autônomos, dependendo do faturamento e da atividade. Tramita no Senado Federal o Projeto de Lei do Senado 467/08 que pode garantir o acesso das atividades de psicólogos e psicanalistas ao regime tributário denominado Simples Nacional. Este regime oferece benefícios como a unificação da apuração e recolhimento do PIS/PASEP, COFINS, IRPJ, CSLL, podendo ainda estender-se ao INSS Patronal e ISS.

Apresenta-se também a possibilidade de atuação como autônomo. Considera-se o trabalhador autônomo aquele que exerce sua profissão sem vínculo empregatício, por conta própria e com assunção dos seus próprios riscos. Os impostos que incidem sobre o autônomo são ISS, INSS e Imposto de Renda.

2. EMPREGADO

Existe o Projeto de Lei 5440/09 tramitando na Câmara dos Deputados que objetiva fixar o piso nacional para os psicólogos no valor de R$4.650,00. Segundo o IBGE, em setembro, o rendimento médio real (descontada a inflação) dos ocupados foi de R$ 1.346,70 na média das seis principais regiões metropolitanas do País. Com isso, verifica-se que a possível remuneração dos psicólogos pode ser considerada razoável, tendo como parâmetro que a maioria da população se sustenta com quase ¼ deste piso.

Fazendo uma comparação com outros profissionais, o piso dos médicos pode ser votado(PL 3734/08) em R$7.000,00 e dos advogados (SUG 172/2009 CLP) em R$4.650,00. Para o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo necessário para suprir os critérios previstos na Constituição brasileira seria de R$ 2.065,47. Portanto, o psicólogo ganharia mais que o dobro do mínimo necessário para se ter “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”(CF/1998, Art. 7, inc. IV.), o que o coloca em uma posição privilegiada.

O que assusta não apenas os psicólogos, mas também os empregados privados no país é a instabilidade do emprego. Na intenção de reduzir essa instabilidade, faz-se necessário buscar não apenas o aperfeiçoamento profissional, como também estabelecer um bom networking e saber realizar o marketing pessoal. Quanto maior for a rede de contatos do profissional, maior será a possibilidade dessa pessoa conseguir uma boa colocação no mercado.

O marketing pessoal pode ser compreendido como uma estratégia individual que tem como finalidade atrair, desenvolver e manter contatos e relacionamentos que sejam interessantes, tanto do ponto de vista pessoal como profissional. O marketing pessoal também tem como pressuposto dar visibilidade a habilidades, competências e características consideradas importantes para o reconhecimento do outro (PASSOS; NAJJAR, 1999). De acordo com os referidos autores, o marketing pessoal é um tipo de “marca” do profissional, ou seja, a forma como o profissional é reconhecido no mercado de trabalho, no grupo social ou na família. Esta “marca” é criada ao longo da vida pessoal e profissional de um indivíduo e, muitas vezes, é recriada de acordo com as mudanças que ocorrem na vida do sujeito, seja no contexto pessoal, profissional ou social. Assim, a administração do marketing pessoal com competência é de extrema relevância para o desenvolvimento e a manutenção da qualidade da imagem do profissional.

O networking é uma ferramenta bastante difundida no mundo atual e se refere à capacidade que o indivíduo tem de formar e manter laços que favoreçam oportunidades de crescimento tanto pessoais quanto profissionais. Passos (1999) ressalta que várias pesquisas situam a chance de arrumar um emprego através de um anúncio em revistas especializadas ou jornais, em média, abaixo de 7%. Em contrapartida, o autor destaca que procurar emprego por meio de uma rede de contatos pessoais, apresentando suas qualidades, elegendo e contactando um empregador capaz de valorizar tais qualidades via seus network partners, pode, se tudo for bem feito, obter até 86% de êxito. Deste modo, podemos observar que uma boa rede de contatos pode contribuir em muito para se encontrar oportunidades de trabalho.

3. CONCURSOS PÚBLICOS

Com a grande vantagem de um emprego estável e com uma renda garantida, os concursos públicos passaram a ser destinos de muitos profissionais. Uma análise breve de alguns editais permite observar que as principais atividades disponíveis em vagas para psicólogos são: desenvolver atividades no campo da Psicologia aplicada ao trabalho, tais como recrutamento, seleção, perfil psicológico/profissional, orientação, desempenho e treinamento profissional, proceder à avaliação de funcionários com problemas de comportamento e/ou com distúrbio psíquico e apresentar os respectivos diagnósticos, além de prestar assistência terapêutica, empregando técnicas psicológicas específicas a cada caso.

Observa-se que as vagas específicas para quem tem graduação em psicologia era uma remuneração média inicial entre R$ 1.900,00 e R$ 2.750,00. Os principais locais de trabalho: centros assistenciais, Universidades, Escolas, UBS (Unidade Básica de Saúde) do Programa Saúde da Família, Hospitais, Penitenciárias, Polícia, Secretárias Estaduais e Municipais de Saúde, Educação etc.

REFERÊNCIAS


CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/leis/2002/L10406.htm. Acessado em 02 de julho de 2010.

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Quais os tipos de empresas que existem? Disponível em
http://www.sebraesp.com.br/faq/criacao_empresa/legalizacao/tipos_empresas. Acessado em 02 de julho de 2010.

PASSOS, A. & NAJJAR, E. R. Carreira e Marketing pessoal: da teoria à prática. São Paulo: Negócio Editora. 1ª edição, 1999.

Crônica de um indagamento


Não consigo compreender o mundo feminino das mulheres. É um planeta com uma fundura muito grande! Difícil desentrevar todos os ministérios que passam pela cabeça delas. Estava eu no bar elitizado da minha cidade paulistana, noite boêmica, igual àquelas das novelas. Estava na campanha de um amigo quando ela apareceu, linda, com a amiga que conhecia meu amigo. Sentamos os quatro numa mesa e fiquei ouvindo eles conversarem sobre casos diverdiados, copa do mundo, política, eleições...
Primeiro eu fiquei só olhando aquela beleza esplenduosa. Não era tão 10% assim, mas chamava atenção. Ela era uma mulher muito inteligente: com 28 anos sabia universas línguas, uma garota profíqua. Usava um perfume bom, cheiroso, tinha os cabelos loirados, alteada, enguia, era fina e requentada, mas parecia ter menas condição dinheiral do que eu. Assim é melhor: não gosto de mulheres que têm mais dinheiro do que eu. Não é que eu seja machista ou nazista, é porque acredito que o homem tem que sempre ter poder em cima da mulher.
Depois de alguns cigarros e cervejas, comecei uma conversa com ela. Na verdade ela que começou comigo, de forma muito alfinetada, por sinal, perguntando por que eu estava fumando se sabia que era proibido. Respondi o óvibiu: porque gosto de fumar, mas não sou viciado. Ainda assim, resolvi da uma orpance a ela e continuei a conversar. Fui perguntando por que ela só tinha tomado vinho e comido fundi se tinha tantas escolhas para serem escolhidas. Ela me respondeu que era a opção da maioria e que também gostava de fazer essas refeições em noites frias. Percebi que ela era referenciável, sem personalidade, Maria vai com as outras. Então não era tão inteligente assim: saber idiomas não suplica em ser inteligente.
Ela ficou mais calada e percebi que pudesse estar me ungunorando, me deixando de lado. Mas logo desartei essa hipófise, pois imaginei que ela pudesse estar com vergonha da minha maioridade. É lúcido para qualquer um que sou superior a ela! Resolvi dar outra orpance e mudei a ética do jogo. Estava tentando conquistá-la pela minha conversa, pois sou muito bom de papo. Passei a tentar ganhá-la com meu bolso, mas me arrependei. Dei de bandeja um presente, chamando ela para ir a um lugar diferente e muito chique. A minha condição dinheiral permite que eu leve as mulheres para lugares de rico. Disse a ela: “já que você está fria, vamos para um lugar mais quente, com coberta e banheira de massageador auquicida?” Sabe o que ela fez? Disse que não responderia a pergunta indelicada, se despediu da turma, pegou a chave e saiu. Difícil entender! Não chamei ela para ir num lugar peba, dei do bom e do melhor. Outra coisa. Todas as minhas perguntas são indelicadas, claro, pois perguntas delicadas é coisa de viado! Se ela quer um viado, ainda bem que eu não quis ela.
Acho que nós homens estamos lascados. Acho que as mulheres estão gostando dos viados mesmo. Esses roboió que se acham “montadores de cavalo” (esqueci o nome), que abrem a porta, que escrevem bilhete de amor, que conversam demais no celular, que entram no computador pra conversar no msm; nada disso é coisa de homem. Mas acho que isso é coisa de mulher idiota da capital. Lá na minha terra homem nem conversa com mulher e aquela que conversa em mesa de bar com homem não presta.
Tive que ir pra casa sozinho. Quer dizer, paguei uma gata para satisgastar minha vontade de homem. Claro né? Nunca fico sozinho e sempre tenho quem eu quero. Sou seduzente, inteligente e rico. Tudo que as mulheres da minha época querem. Por isso que não consigo entender por que é tão difícil pegar uma mulher sem pagar. O problema só pode estar nelas. Ô pena! Coitada dessas mulheres modernas. Estão perdendo a orpance de conhecer um homem macho de verdade!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Castrados pela Linguagem


Gostaria muito de dar continuidade ao texto sobre sabedoria. Queria pesquisar mais sobre a construção do saber filosófico ou científico, o desenvolvimento da episteme, a maiêutica socrática, mas não vou resistir em construir um texto completamente empírico e experiencial. Depois eu retomo minhas pesquisas sobre esse assunto tão fundamental – o saber.

Venho observando que a juventude está se apresentando cada vez mais limitada. Mostro logo minha angústia para depois fundamentá-la (se é que é possível). Outro dia estava ouvindo na rádio um renomado acadêmico lingüista defendendo a idéia de que nunca o jovem escreveu e produziu tanto como na atualidade, tendo em vista novos instrumentos eletrônicos e virtuais que “estimulam” a produção destes constructos: Orkut, MSN, Twiter, Facebook, Blogs, etc. Além disso, o grande leque de informações oferecidas através da internet permitiu ao jovem um maior contato com as notícias, as teorias científicas, as inovações, o que enriquece bastante o repertório intelectual do adolescente. Essa é a idéia dele.

Penso completamente o contrário: nunca o jovem “ctrl C ctrl V” tanto quanto hoje. Realmente a atual realidade virtual estimula a produção da escrita, mas isso não significa que ela seja enriquecedora ou construtiva intelectualmente. Eu não sou uma exímia usuária destas ferramentas, mas navegando superficialmente no Orkut e conversando eventualmente no MSN podemos perceber o imenso vazio das informações – quando elas existem. Não quero nem entrar no âmbito dos erros gramaticais (ortografia e concordância são exigências demais para a comunicação na internet), mas os jovens não conseguem nem expressar o que pensam. A verbalização dos sentimentos e idéias tornou-se algo muito complexo. O que teoricamente parece ser fácil – dizer o que penso, o que sinto – passou a ser complicadíssimo para essa juventude, principalmente sem o uso das muletas “tipo assim, entendeu?, éééé”.
Quer que eu resuma? Peça para um vizinho, aluno mediano de escola de classe média alta, entre 15 a 19 anos, escrever em 10 linhas sobre qualquer assunto. Com certeza você perceberá um certo desespero nele em iniciar esse texto, não pelo vazio da temática, mas por realmente não saber como concretizar o abstrato que se encontra as idéias. Vamos sair da escola e passar para a faculdade...

Muitos alunos não sabem escrever! Continuo sem entrar no mérito da gramática. O que me angustia é o fato de não conseguir por no papel seus pensamentos, concatenar as idéias, ter um a visão geral sobre sua opinião. Às vezes não sabe nem como organizar em início, meio e fim, quiçá apresentar argumentos para embasar o que defende. Não quero que retirem o crédito do meu discurso pelo seu empirismo, afinal o saber empírico também é motivador da busca pela verdade. Mas que isso é um fato facilmente observável, é! Os pequenos artigos e resenhas produzidas pelos alunos são iniciados com múltiplos recortes da internet, superficialmente alterados com sinônimos. Não tenho o respaldo de professores para confirmar essa minha observação, já que eles corrigem essas produções e também as provas. Só tenho como me defender com a observação da minha irmã, professora de português do ensino médio, que ainda se assusta com a capacidade de errar dos alunos! E muito desses erros é pela falta de domínio da escrita, por não conseguir escrever o que pensa (já que eles conseguem falar). Mas para não sair do âmbito da faculdade, cito algumas experiências em que tive que fazer a introdução ou conclusão de artigos da faculdade de Marketing, Direito, Enfermagem e até pós-graduação em alguma coisa – para ajudar meus amigos!

Apesar de também estar englobando os adultos jovens, o que mais me preocupa são os adolescentes. Se minha geração, que ainda teve um resquício da enciclopédia, do método “casinha feliz”, de prova em papel pautado, de poucas opções de universidades, já não é lá essas coca-cola toda, imagina a geração que vem por aí... Uma geração de jovens oriundos do “construtivismo adaptado” (eu defendo o construtivismo, quando aplicado da forma certa), precocemente sexualizados, alvos do capitalismo norte-americano, padronizados, pouco pensantes, estimulados apenas a responderem aos “estímulos emburrecedores”. Como pode uma geração de crianças tão inteligentes – vejam como eles dominam rápido os playstations, mouses, teclados, são articulados, espertos, sagazes (meu afilhado de 4 anos entra no MSN sozinho!) – crescerem “burras”? Como diz minha Irma: “eles vão emburrecendo a partir da pré-adolescência”.

Para mim fica claro que a resposta para essa situação está no ambiente. Os filhos estão cada vez mais solitários, vulneráveis aos valores e princípios pulverizados na internet, com poucas influências da família, susceptíveis à educação das babás e dos colegas de classe, fadados às relações virtuais, ao individualismo, à superficialidade, à efemeridade... Não os vejo como plenamente passivos aos estímulos, mas sei que é difícil se esquivar deles (afinal também sou alvo) e que, portanto, eles precisam de alguma ajuda. Não quero que eles se entreguem a este universo restrito (?), com variedades padronizadas (?) e horizontes limitados (?). Enfim, a contradição do ambiente é por si só conflitante e cabe aos que já emergiram mostrar o caminho.